domingo, 12 de abril de 2015

Pornografia

"A pornografia é o erotismo dos outros."
André Breton



O sexo… Imagens intempestivas e eróticas devoram-me a mente em cenários de luxúria  alucinantes! O ranger da carne em penetrações frenéticas, num frenesim báquico; o odor excitante do teu membro pungente, e o calor da tua pele roçando na minha, em devaneios contínuos, numa simbiose perfeita, enaltecem-me o espírito, elevando-me em espirais infinitas de prazer! Esvaio-me em gemidos agudos, num orgasmo vulcânico e magnificente… quero-te… possui-me qual anjo alado possante, nú, de pénis em riste, esvoaçando entre lençóis de seda, em ejaculações inebriantes!


Hood  






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about love....

"I always get interested in girls who aren't right for me."

Jean-Paul Belmondo, "À bout de souffle", Jean-Luc Godard, 1960.



Klaus Kinski, "Nosferatu: Phantom der Nacht", Werner Herzog, 1979.




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sábado, 11 de abril de 2015

Mar...





Maki Miyashita


Depois do trabalho, fui novamente ao mar.... refresquei  o corpo, e apaziguei a alma... o cheiro dos canaviais, embalado pela maresia - plena aliança de odores das canas soltas ao vento, com o ar salgado que emanava do basalto da praia -, envolveu-me em memórias mil de Verões passados! Senti a pele a queimar pelo sol, amedrontado ainda, como que à espera da força do Verão vindouro para mostrar a sua força, enquanto sonhava com viagens por fazer, a mirar o horizonte infinito. 









Mellow is the yellow sun
Waving sunbeams in the air
Weaving golden spells that run
Magic fingers through my hair



Green the sea that unfolds waves
Salty carpets flung on land
Foamy fingers seek out caves
Where lovers lie upon the sand



Red the lips from which I sup
Rubies from the fleshy bowl
Fingers reach inside to cup
My heart and knead my love to soul




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sexta-feira, 10 de abril de 2015

Belle de jour







, "Belle de jour", , 1967.



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Delírios

Tee Corinne - "Jeanne"
É noite... no ar existe uma inquietude flutuante, faminta, qual libido insaciável, porém ansiosa, e amotinada, que domina a mente enrubescida pelo desejo contido de uma vagina em flor. O aroma estonteante, o sabor a sexo de hormonas indomáveis, enaltecem o cio impulsionador de poesias e romances efusivos, e alucinantes… no calor do quarto, o calcorrear de dedos lascivos percorrem a pele veludilho, lentamente, até o desabrochar de um clitóris em flor, fonte de segredos primaveris, de delírios incontáveis em orgasmos múltiplos. "Amo-te" ecoa em murmúrios quase imperceptíveis, em curvas ascendentes, como o sussurrar tímido de um Bis-Bis airoso numa manhã de Páscoa.


Hood

quinta-feira, 9 de abril de 2015

sobre desejos...!







"... Sonhemos junto, Amor, com algum rude amante 
grande como o Universo,no corpo manchas sombrias. 
Ele nos enrabará nus em tristes hospedarias 
entre suas coxas de ouro, sobre seu ventre fumegante. 

Um bofe deslumbrante, num arcanjo talhado 
tesudo sobre um buquê de jasmins e rosas
 tremulamente deposto por tuas mãos luminosas
 sobre seu flanco augusto, por teu beijo perturbado. 

Tristeza em minha boca! Amargor inchando,
 Inchando este pobre coração! Os amores perfumados 
Adeus, vão partir! Adeus, meus colhões amados! 
O’ pica em brasa que corta meu suspiro brando!..."



in "O Condenado à Morte" (fragmento), Jean Genet





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quarta-feira, 8 de abril de 2015

Karen Dalton



Uma voz que soa a Billie Holiday, um banjo, alternado com um violão de 12 cordas, e um lirismo profundo, dorido, e confessional, descrevem o mundo da Karen Dalton, diva marginal da música folk americana. Existe algo simultâneamente apaixonante, e assustador, na sua existência, uma genialidade apagada precocemente pelo vício intrínseco  ao ritmo alucinante da vida. Amores, e desamores, brotavam de seus lábios em melodias melancólicas, como que a adornar o coração, e a sossegar a mente de sonhos e desejos; o gotejar agridoce de palavras circundantes em letras de canções que ecoam, soltas, na memória da sua história trágica, que ainda assim, iluminou o mundo com a sua arte, reflexo de uma alma grandiosa. God bless her!



Hood







I love you baby
Ain't gonna lie
Without you darling
I can't be satisfied
If things are going wrong for you
You know it hurts me too

Run here baby
Put your hands on mine
I've got something to tell you, darling
I wanna change your mind
If things are going wrong for you
You know it hurts me too
Hurts me too

I love you baby
Ain't gonna lie
Without you darling
I can't be satisfied
If things are going wrong for you
You know it hurts me too
You know it hurts me too







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You're out of order!

Sentou-se. Respirou fundo. Novamente. E outra vez. Até que regulou a ordem de pensamentos que lhe surgiam em espirais fraccionadas. 
Mordeu a maçã. Permitiu que o ácido verde lhe provocasse arrepios na língua. Sentiu a pele reagir. Fechou os olhos. Se reagisse podia rasgar o mundo com a fúria dos dentes.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Uma macieira que dá laranjas

Rui Manuel Amaral criava assim um contexto cenográfico à literatura. 
Cinco palavras que me ficaram impressas na memória pelas raízes de significados que criaram. Não é tudo, assim, na vida? 
Germinamos sementes de maçã, esperamos colher maçãs. Mas a audácia criativa da existência tende a congeminar-lhes outras formas, quiça laranjas, porventura morangos. Às vezes, no corropio dos dias, quando o travo fica menos sensível às expectativas, desatencionamos o palato e apreciamos o gosto do novo. A surpresa dissolve-se agradavelmente nas papilas, imprime-lhes o gosto dos sonhos não ousados. Dos que ficam impressos de alcova, amarrotados pela agitação do sono. 
Gosto-lhes do desembrulho matinal, quando lhes agradeço a criação e os remeto às memórias que não guardo.

Afinal era pêssego.

AMOR MUDO

Helena Almeida                                          

                                 

    







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domingo, 5 de abril de 2015

Electrelane - "The Valleys"




I heard it from the valleys

I heard it ringing in the mountains

Ah ah ah ah ah ah ah


I heard it from the valleys
I heard him singing in the mountains
Ah ah ah ah ah ah ah

(The rest of the lyrics are taken from the poem "A Letter Home" by Siegfried Sassoon, written in May 1916.)

Robert, when I drowse to-night
Skirting lawns of sleep to chase
Shifting dreams in mazy light
Somewhere then I'll see your face
Turning back to bid me follow
Where I wag my arms and hollow
Over hedges hasting after
Crooked smile and baffling laughter

We know such dreams are true

He's come back, all mirth and glory
-Running tireless, floating, leaping
-Down your web-hung woods and valleys
-Where the glowworm stars are peeping
Like the prince in a fairy story
-Till I find you, quiet as stone
-On a hill-top all alone
-Staring outward, gravely pondering
-Jumbled leagues of hillock-wandering
Winter called him far away
-You and I have walked together
-In the starving winter weather
-We've been glad because we knew
-Time's too short and friends are few
Blossoms bring him home with May
-We've been sad because we missed
-One whose yellow head was kissed
-By the gods, who thought about him
-Till they couldn't do without him

Now he's here again
Standing in a wood that swings
To the madrigal he sings
And I'm sure, as here I stand,
That he shines through every land
That he sings in every place
Where we're thinking of his face



While we know such dreams are true











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